
O que eu mais gosto em São Paulo é que nada aqui é óbvio.
O cara de terno é surfista profissional.
O mendigo é PhD.
O taxista é poeta.
O feirante é tenor.
E o vizinho maluco é gente boa.
Se bem que aqui as coisas parecem em ordem, justamente porque a cidade está totalmente misturada, mexida, reinventada o tempo todo.
Quase não tem espaço, mas a gente sempre encontra um jeitinho pra amar e pra ser feliz!!!

A gente segue escrevendo a nossa história, indo onde a vida nos deixa e onde não deveríamos ir mas vamos assim mesmo, porque é somos desse tamanho. Mas de repente a gente olha e descobre que aquelas pessoas que deixamos lá atrás, ainda meninas, cresceram. E, olha só, melhor ainda, essa ex-menina, agora moça, sabe escrever!
ResponderExcluirFiquei muito feliz de encontrar o seu blog e ler seus devaneios que, diga-se de passagem, de divagadores têm pouco.
Para mantér alguma coisa relativa a seu post, vale falar que eu amo S. Paulo. Moro em BH (ou deveria dizer "sofro em BH"?) há 14 anos e ir à S. Paulo é sempre um prazer -- mesmo com todos os problemas de trânsito, apagões, falta de espaço e afins. S. Paulo ANDA, S. Paulo sai do lugar, é dinâmica, se movimenta, não tem medo de destruir e reconstruir. BH é o oposto. É parada, estagnada, conformada.
Antes de voltar em definitivo pra minha terra, ainda passo um tempo em S. Paulo, nem que seja só para poder dizer que já morei aí. Devaneios... coisa de quem escreve em blog...
Abraço e fica na paz,
Leandro